Hipoplasias
 

Hipoplasia, significa um órgão com crescimento incompleto ou desenvolvimento incompleto. No caso dos rins, podemos dizer rim pequeno congênito, que habitualmente possui um certo número de néfrons normais responsável pela função deste rim. É uma doença bastante rara. Estes rins, têm morfologia (forma) alterada, lembrando muitas vezes rim fetal (lobulado como um cérebro) ou cicatrizes de pielonefrite, esta última dificulta o diagnóstico entre um rim hipoplásico congênito ou rim atrófico por doença pós-natal (após o nascimento). Ante esta dificuldade, o termo hipoplásico passou a ser usado também em qualquer rim pequeno.  A hipoplasia pode ser unilateral ou bilateral.

1. Hipoplasia Unilateral

Muitos portadores são assintomáticos e tem seu diagnóstico incidental, quando investigando outra doença. Em todos estes casos, o rim contraleteral é vicariante (hipertrofia compensatória), pela ausência ou pouca função do hipoplásico. No grupo de pacientes sintomáticos, podemos encontrar três tipos de sintomas: dor, infecção urinária de repetição e hipertensão arterial (pressão alta). A dor não tem sua origem exatamente definida e por vezes requer a retirada do rim pequeno. A infecção urinária de repetição ocorre pois não existe um trânsito urinário e defesas naturais contra infecção como no rim normal. Longos tratamentos profiláticos (para se evitar determinada doença) são necessários, mas, por tais infecções ameaçarem o outro rim normal, a nefrectomia (retirada do rim, ver Cirurgia) pode ser necessária. Por último, a hipertensão ocorre geralmente por alterações vasculares do rim pequeno. Como o rim pequeno é mal perfundido (irrigado pelo sangue) e este produz substâncias que regulam nossa pressão, existe uma interpretação de "falta de perfusão". Frente a isto, nosso organismo responde elevando a pressão do sangue, em vão, comprometendo outros órgãos. A solução paliativa (temporária, sem muito efeito) é o uso de medicações para baixar a pressão. A solução é a nefrectomia.

2. Hipoplasia Bilateral

É a que compromete ambos os rins, com conseqüências e manifestações clínicas mais severas. Usualmente tais pacientes têm alguma alteração física esquelética (osteodistrofia) ou alteração laboratorial da urina e função renal. Rapidamente a uremia (insuficiência renal) se inicia e estes indivíduos sobrevivem apenas poucos anos.