Testículos
 

ATENÇÃO

Toda variação de tamanho (para maior ou menor) ou endurecimento nos testículos, principalmente SEM dor ou outros sintomas, em qualquer idade, deve ser obrigatoriamente examinado por um urologista, pelo grande risco de ser um tumor (câncer) de testículo.

Faça seu auto-exame, palpando ambos os testículos que devem ter as mesmas características como tamanho, forma e consistência. No caso de crianças, os pais devem fazer o exame a partir dos 08 anos de idade e ensinar aos meninos a relatar qualquer alteração percebida, como por exemplo, no banho.

Na dúvida, consulte seu urologista. O tumor de testículo é uma doença agressiva que se tratada no início, tem CURA.

 

Os testículos são em número de dois, que se alojam na bolsa escrotal, estando cada um em uma hemibolsa. Tem duas funções, endócrina e gametogênica. A função endócrina consiste na produção do hormônio masculino, a testosterona, pelas células de Leydig, também conhecida como células intersticiais. Existe ainda aqui uma pequena produção de estriol (hormônio feminino). A função gametogênica (produção de gametas, no caso do homem, dos espermatozóides ou espermatogênese) tem sua sede nas células de Sertoli. Os testículos estão sujeitos às influências hormonais da pituitária (hipófise) e hipotálamo. O FSH (Hormônio Folículo Estimulante)  estimula a produção dos espermatozóides, enquanto o LH (Hormônio Luteinizante) estimula a produção da testosterona.

A testosterona testicular vai estimular a formação dos ductos deferentes e vesículas seminais, enquanto que seus sub-produtos, que são metabólitos induzidos (formados) pela 5-alfa redutase, a deidrotestosterona e a deidroepiandrosterona, que estimulam a formação da próstata e genitália externa.

Por ser um órgão endócrino, no testículo podem ocorrer várias doenças decorrentes de hipofunção (função insuficiente), chamadas de hipogonadismo, que pode ser primário ou secundário.  No Hipogonadismo Primário, a função das células de Leydig está deprimida (diminuída). A síndrome (conjunto de sintomas) mais comum é a Síndrome de Klinefelter, onde encontramos testículos pequenos e com raras células de Sertoli, sendo comum a azoospermia (ausência total de espermatozóides). No aspecto reprodutivo, existe a Síndrome de Sertoli apenas, pois os testículos são pouco diminuídos e não contém células germinativas.

No Hipogonadismo Secundário, podemos citar a Síndrome de Kallmann, com várias anomalias físicas e mentais, também chamada de Hipogonadismo Hipogonadotrófico.

Quando falamos de testículos, não podemos esquecer da bolsa escrotal. Algumas alterações como hidrocele (coleção de líquido na túnica vaginal), Varicocele, Hemangiomas, etc.,  tem como continente, o escroto.

No caso da Criptorquidia (testículos escondidos - não descidos), apesar dos níveis hormonais normais, o testículo não chega à bolsa pelo caminho habitual, parando em alguma etapa do trajeto, podendo ser uni ou bilateral. A importância da correção desta má-formação, reside no grande percentual de degenerações tumorais (carcinoma) dos testículos que permanecem fora da bolsa escrotal após a infância, com manifestação destes tumores só muitos anos mais tarde.

No criptorquidismo verdadeiro, os testículos permanecem dentro da cavidade abdominal ou retroperitôneo, como resultado de alterações hormonais ou mecânicas. Os Testículos Ectópicos ficam fora do trajeto habitual de descida, estando alojados na região suprapúbica, perineal ou região interna da coxa. Testículos Hipermóveis ou retráteis, podem atingir o escroto em algumas situações e manter-se fora dela a maior parte do tempo, com risco maior de torção testicular.